Preocupação Ambiental

Preocupação Ambiental no Laboratório de Prótese Dentária

 

O que você faz o que placas que vêm com os dentes, as moldeiras individuais, próteses velhas, ou seja, toda sobra de acrílico do seu laboratório. Você sabia que o acrílico leva 100 anos para se decompor na natureza. Todos nós temos responsabilidade e devemos juntamente com os fabricantes dar um destino correto para reciclagem desses materiais.
No Japão esse ditado é uma máxima: reciclar, definitivamente, é sinônimo de dinheiro a mais no bolso da população. Até quando se fala de coisas inusitadas para nós, brasileiros, como simples… dentaduras!
Sim, caro leitor, deste lado do mundo as próteses dentárias são reaproveitadas.

Mas calma lá: ninguém compra dentes postiços de segunda mão (ou seria segunda boca?) na Terra do Sol Nascente. É que as dentaduras descartadas por seus ex-donos vêm sendo doadas para que os metais nobres possam ser reutilizados. Por isso, nada de jogar ouro, prata e platina na lata do lixo ou deixar no consultório do dentista.
O negócio é tão rentável que Isao Miyoshi, presidente da Associação Japonesa de Reciclagem de Dentaduras – sim, acredite, ela existe! – conseguiu arrecadar mais de R$ 1 milhão nos últimos dois anos. Pois é, o seu pivô pode valer uma nota. Ainda mais no Japão, um país onde mais de 20% da população está acima dos 65 anos, o que significa cerca de 25 milhões de idosos.
Desde que a associação Ireba Recycle foi criada em dezembro de 2006, foram recolhidos 17,6 quilos de ouro, 11,8 quilos de prata e 292 gramas de platina. Segundo Miyoshi, todo o dinheiro arrecadado será doado a ONGs que amparam crianças carentes. Ah, e elas devem ser reconhecidas pela Unicef. Será que o mascote da campanha seria algo como esse bonequinho aí ao lado?
Para conseguir reunir tantas dentaduras, a entidade instalou postos de coleta em asilos, consultórios odontológicos e supermercados da província de Saitama, em 225 diferentes localidades. Além de contar com a colaboração dos usuários de próteses dentárias, a associação também tem recebido doações de famílias que perderam seus parentes.
De acordo com Miyoshi (que é protético de profissão), a idéia de reaproveitar as dentaduras surgiu depois que um cliente dele comentou que “lamentava ver tantos metais nobres indo para o lixo”. O feliz comentário fez o japonês pensar melhor e perceber que sim, era possível dar outro destino àquelas próteses. Agora, ele pensa em instalar pontos de coleta em todo o país.
Final da história? Infelizmente, ainda não. O problema agora é com o Fisco japonês, que quer ficar com nada menos que 143 mil dólar, dessa bolada – algo como R$ 340 mil. Que mordida, hein? E olhe que o governo nem precisou de dentadura…

 
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