A REALIDADE HOJE DA IGREJA EVANGÉLICA …

A intrevista é antiga, mas decidi postá-la aqui, a fim de refletirmos sobre a realidade da Igreja Evangélica Nacional. Ao ler a entrevista do jornalista Ricardo Muniz , que pode ser lida na integra no Site cristão, e assistir ao vídeo, participe do forum respondendo as questões no final do artigo.
http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7331041&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1‘ /> ‘Que reforma há a ser feita naquilo que não deveria jamais ter existido?’, questiona Caio Fábio D’Araújo Filho em entrevista exclusiva. Para ele, o cristianismo é uma perversão e um estelionato contra o Evangelho de Cristo.

© Divulgação Caio Fábio afirma não crer em reformas, mas sim em uma Revolução do Evangelho
28-07-2005 |

O cristianismo é a cooptação feita culturalmente pelos gregos e politicamente pelos romanos daquilo que um dia havia sido apenas o Caminho, conforme o livro de Atos dos Apóstolos. Esta é a opinião do reverendo Caio Fabio D’Araújo Filho, apresentada em entrevista exclusiva ao site Teologia Brasileira.

"Reformar o cristianismo nada muda, apenas se adia o comprometimento radical que o Evangelho demanda", afirma. A própria Reforma Protestante, para ele, foi "um remendo de pano novo em veste velha". Em sua avaliação, o mundo não teve ainda a chance de conhecer o Evangelho conforme as dinâmicas livres e libertadoras do Caminho.

"Na hora em que milhões passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem pai, sem mãe e sem fundador, a revolução se estabelecerá, sem sede, sem geografia, sem dono, sem tutor e sem reguladores da fé", diz o teólogo. "Não creio em reformas. Creio, sim, numa Revolução do Evangelho que só incluirá os cristãos se eles tiverem a coragem de desistir do cristianismo e abraçar o risco de apenas andar conforme a revelação da Graça de Deus em Cristo. Tal fé é desinstaladora demais para aqueles que vivem do negócio clerical cristão."

Por falar em negócio, Caio comenta a crise política afirmando que todos os partidos políticos brasileiros praticam o que está sendo denunciado agora como algo sem precedentes. "Conheço gente de todos eles, e sei que é assim que fazem. A diferença é que uns são mais finos, experientes, bem assessorados, escolados, PhDs em lavagem de dinheiro."

Leia a seguir a íntegra da entrevista com Caio Fábio:

Quais são os "penduricalhos" e modismos que impedem o avanço da Fé e quais pontos, em sua opinião, constituiriam a agenda de uma Nova Reforma?

Reformar o cristianismo nada muda, apenas se adia o comprometimento radical que o Evangelho demanda. A própria Reforma Protestante foi um remendo de pano novo em veste velha. E a tragédia embutida nisso é que o cristianismo, uma tentativa vitoriosa do diabo de diminuir a loucura da pregação e o escândalo da Cruz, manteve-se. O mundo não teve ainda a chance de conhecer o Evangelho conforme as dinâmicas livres e libertadoras do Caminho, segundo as narrativas dos evangelhos, nas quais o único convite que existe é para seguir a Jesus.

O que os cristãos precisam saber é que Jesus não teve interesse em algo que se assemelhasse à civilização cristã ou mesmo com a ‘Igreja’ como a conhecemos de 332 de nossa era até hoje.

O cristianismo já é uma perversão, transformando o Evangelho puro e simples numa religião com dogmas, doutrinas, usos, costumes, tradições imutáveis, moral própria e muita barganha com os homens. Pratica-se assim uma obra de estelionato contra o Evangelho de Cristo. É difícil imaginar que Jesus tenha qualquer coisa a ver com o que nós chamamos de ‘Igreja’, seja aquela que se abriga no Vaticano, ou sejam aquelas que têm tantas sedes quantos pastores, bispos e apóstolos megalomaníacos.

O ensino de Jesus, inversamente, é caracterizado por desinstalação, mobilidade, liberdade de aplicação sem legalismo, confiança do Semeador no poder da semente-palavra, ênfase na igualdade de todos, denúncia dos poderes religiosos e pertinência à vida. Na prática, isso significava a cura da mente, do corpo e do espírito. Significava o anúncio da destruição do Templo como lugar de Deus. Significava a beatificação de samaritanos e a demonização de religiosos sem coração.

A coragem revolucionária que o Evangelho demanda de cada geração é aquela que se lança ao vento e caminha pela fé, e que se dispõe a se deixar reinventar conforme o espírito do Evangelho, posto que ele não propõe uma religião, mas o Caminho. Isso significa que cada nova geração tem que ter a coragem de vestir o Pano Novo do Evangelho no seu tempo e beber o Vinho Novo do Reino em odres novos. Na hora em que milhões que assim crerem passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem pai, sem mãe e sem fundador, a revolução se estabelecerá, sem sede, sem geografia, sem dono, sem tutor e sem reguladores da fé.

Não creio em reformas. Creio, sim, numa Revolução do Evangelho que só incluirá os cristãos se eles tiverem a coragem de desistir do cristianismo e abraçar o risco de apenas andar conforme a revelação da Graça de Deus em Cristo, conforme a Palavra do Evangelho. Tal fé é incompreensível pelas mentes viciadas no cristianismo e é desinstaladora demais para aqueles que vivem do negócio clerical cristão.

Como é sua atuação ministerial hoje?

A de sempre. Eu prego, aconselho, oro com pessoas, respondo cartas, ensino a Palavra, escrevo livros, artigos, textos, gravo programas semanais para a televisão em Brasília, viajo atendendo convites de amigos (sou muito seletivo nisto hoje) etc. O que mudou é que saiu o "peso morto". Isto porque, já em 1994, eu me perguntava: "Por que eu tenho de ter quase 400 funcionários, e um monte de subcontratados, e esse arsenal imenso de ‘ministérios’, se eu sei que com apenas 25 pessoas, no máximo, eu posso realizar muito mais pelo meu verdadeiro ministério, que é apenas pregar e ensinar o Evangelho?"

Mas se por ministério se fala também acerca de meus "compromissos de trabalho"; então, eu diria o seguinte: prego em média duas vezes por semana no Caminho, em Brasília (Plano Piloto e Taguatinga). Prego uma vez por mês na Catedral do Rio e em Anápolis. E falo em eventos que acho significativos ou afetivamente importantes para mim. Convites chegam aqui aos montes, diariamente. Mas como tenho dito muitas vezes, não sinto que atender tais convites seja minha prioridade. Isto porque, por menor que seja aos olhos de alguns, eu vejo meu trabalho no meu site como tendo muito mais importância do que muita coisa "grande" que eu já fiz na vida. E sei que o tempo provará isto.

Além do mais, estamos abrindo novas "Estações do Caminho da Graça" em outras cidades; assim como estamos nos preparando para ter um link permanente de videoconferência com tais "Estações do Caminho", mediante o qual poderei falar, simultaneamente, em base diária, com todos esses pontos de divulgação livre e informal do Evangelho da Graça. No mais, atendo muita gente, tanto pessoalmente, quanto também através do MSN; como também respondendo dezenas de cartas por dia, algumas das quais colo no meu site. É isto que faço, e é assim que vivo. O mais é "ócio criativo".

Clic aqui, se deseja conhecer a opinião de Caio sobre a crise polít…

Ricardo Muniz é jornalista e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista.

Perguntas:

1 – A IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA PRECISA DE UMA REFORMA?

2- COM TANTAS DENOMINAÇÕES, TEOLOGIAS E ENSINOS DIFERENTES É POSSIVEL TAL REFORMA?

3 – COMO SERIA A IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA REFORMADA? QUAIS SUAS CARACTERISTICAS?

4 – A IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA NÃO PRECISA DE REFORMA, POIS TUDO O QUE ESTÁ AI É OBRA DE DEUS, ELE É SENHOR DA HISTÓRIA E A ELE CADA UM DARÁ CONTA DE SI!

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